Segundo colocado na
Copa Brasil Internacional de Luta Olímpica deste ano, o paraibano Tássio Lima
já projeta representar o país nos Jogos Olímpicos do Rio de
Janeiro, em 2016. Aos 26 anos, o atleta é natural de João Pessoa e já
coleciona várias conquistas pela seleção brasileira da modalidade. Ele está confiante para a conquista da vaga nas
Olimpíadas, mas reclama da falta de apoio no estado.
No último fim de semana, Tássio conquistou a prata na Copa Brasil Internacional de Luta Olímpica na categoria até 74kg. O paraibano só foi parado pelo russo Akmmed Gadzhimagomedov, na final da competição. O atleta chegou nesta terça à Paraíba, mas já volta em janeiro para o Rio, onde treina. Ele comemora o resultado, tendo em vista o nível da competição.
- Foi uma boa competição. Lá estavam medalhistas mundiais e consegui conquistar o segundo lugar, foi um ótimo resultado - declarou.
Tássio descobriu a
luta olímpica em 2007, quando tinha 20 anos. Praticante de
jiu-jitsu, o lutador revela que se encantou com o esporte assim que
assistiu a um seminário sobre a modalidade. Mesmo com apenas uma
semana de prática, Tássio já se aventurou na disputa do Campeonato
Brasileiro Júnior e conquistou a segunda colocação na competição.
Desde então, não parou mais. Foram vários campeonatos e várias
medalhas para o currículo do paraibano, que lhe renderam a
convocação para a seleção brasileira de luta olímpica em 2011.
Porém, nem tudo foi felicidade na vida do atleta. A falta de apoio fez com que Tássio tivesse que vender sua moto para custear treinamentos no Rio de Janeiro, já que a Paraíba não oferecia estrutura para a modalidade. Ele revela que conta apenas com o Bolsa Atleta do Governo Federal e com a ajuda de sua família para conseguir se manter no esporte. Atualmente, o paraibano mora uma parte do ano em João Pessoa e outra parte na capital carioca.
- Aqui (Paraíba) não tem infraestrutura de treinamentos no alto rendimento. Não dispomos de um tapete olímpico com área oficial e nem sequer atletas para ajudarem no treinamento. Não existe incentivo dos governantes para montar uma boa estrutura de treinamento e material humano. Represento o meu estado por amor mesmo, porque se fosse por incentivo financeiro eu já teria me mudado para o Sul ou Sudeste - critica.
Globo Esporte/PB
Paraibano Tássio Lima foi o segundo colocado na Copa Brasil Internacional de Luta Olímpica (Foto: Arquivo Pessoa)
Tássio garante que chegar aos Jogos do Rio-2016 é seu principal objetivo e que está
treinando duro para conquistar uma vaga. Ele explica que, como o
Brasil será sede da competição, haverá muitas vagas diretas
disponíveis e que ele faz parte do grupo da Confederação
Brasileira de Luta Olímpica que está sendo preparado para
representar o país.
- Esse é meu foco
principal e, graças a Deus, eu venho evoluindo a cada competição.
O pensamento é continuar trabalhando duro, que eu tenho todas as
condições de realizar meu sonho de ser um atleta olímpico - comentou.No último fim de semana, Tássio conquistou a prata na Copa Brasil Internacional de Luta Olímpica na categoria até 74kg. O paraibano só foi parado pelo russo Akmmed Gadzhimagomedov, na final da competição. O atleta chegou nesta terça à Paraíba, mas já volta em janeiro para o Rio, onde treina. Ele comemora o resultado, tendo em vista o nível da competição.
- Foi uma boa competição. Lá estavam medalhistas mundiais e consegui conquistar o segundo lugar, foi um ótimo resultado - declarou.
Tássio Lima (de vermelho) foi convocado para a seleção brasileira de luta olímpica em 2011 (Foto: Arquivo Pessoal)
Porém, nem tudo foi felicidade na vida do atleta. A falta de apoio fez com que Tássio tivesse que vender sua moto para custear treinamentos no Rio de Janeiro, já que a Paraíba não oferecia estrutura para a modalidade. Ele revela que conta apenas com o Bolsa Atleta do Governo Federal e com a ajuda de sua família para conseguir se manter no esporte. Atualmente, o paraibano mora uma parte do ano em João Pessoa e outra parte na capital carioca.
- Aqui (Paraíba) não tem infraestrutura de treinamentos no alto rendimento. Não dispomos de um tapete olímpico com área oficial e nem sequer atletas para ajudarem no treinamento. Não existe incentivo dos governantes para montar uma boa estrutura de treinamento e material humano. Represento o meu estado por amor mesmo, porque se fosse por incentivo financeiro eu já teria me mudado para o Sul ou Sudeste - critica.
Globo Esporte/PB
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