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| Foto: Globoesporte.com |
Ao
contrário do que o técnico Estevam Soares projetava, a energia da
torcida da Portuguesa que pulsava nas arquibancadas não invadiu o campo
para incendiar os jogadores. A Lusa entrou desligada, tomou dois gols
antes de 15 minutos de partida e não conseguiu reverter a vantagem do
Vila Nova, que havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0. Com mais uma
vitória, desta vez por 2 a 1, o Vila está na semifinal da Série C e com
vaga garantida na Série B do ano que vem.
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Apesar de
treinar insistentemente a bola aérea durante a semana, todo o trabalho
caiu por terra logo no início e o "caos aéreo" começou. Aos três
minutos, Vinicius Simon, do Vila Nova, teve duas chances de marcar, mas o
goleiro da Lusa e a trave impediram. Oito minutos depois, porém,
Frontini pôs fim ao sonho dos 17 mil que lotaram o Canindé.
Em
cruzamento da esquerda, o camisa 9 do Tigre subiu sozinho para abrir o
placar para jogar um balde de água fria na torcida rubro-verde. Ainda
sem assimilar o golpe, a Lusa sofreu mais um logo em seguida. Frontini
aproveitou falha da zaga pelo alto e conferiu seu segundo gol na
partida.
Menos tensa, porém ainda desorganizada, a Portuguesa passou a
trocar passes com maior facilidade, mas sem criar reais chances de
diminuir o prejuízo e ainda sofrendo contra-ataques a todo instante.
Entretanto, foi de um contragolpe que nasceu o gol de Paulinho. Moisés,
do Vila, perdeu chance incrível na pequena área. Na sequência da jogada,
a Lusa subiu como uma blitz e Paulinho colocou uma gota de esperança na
torcida já quieta.
Logo após o gol, uma confusão foi armada no
centro de campo e o árbitro Péricles Bassols acabou por expulsar dois
jogadores, um de cada lado: Hugo, da Portuguesa, e Frontini, autor dos
dois gols do Vila Nova, além do técnico do Tigre, Marcio Fernandes.
Na
volta do intervalo, o Tigre, satisfeito com o resultado, se fechou na
defesa e passou a explorar apenas os contra-ataques. A Lusa, por sua
vez, lançou-se por inteira ao ataque e procurava desesperadamente pelos
três gols que precisava para avançar à semifinal. A sorte, porém, não
estava do lado rubro-verde.
Na primeira oportunidade, aos 15 minutos,
o zagueiro Luan pegou a sobra na entrada da área e soltou a bomba, mas a
bola passou raspando a trave de Edson. Em seguida, Anderson pegou nova
sobra dentro da pequena área, e chutou na rede pelo lado de fora. Na
terceira tentativa, a torcida teve a certeza de que teria de esperar
pelo menos mais um ano para voltar à Série B.
Julinho avançou pelo
corredor que tinha pelo lado esquerdo e cruzou na medida para Paulinho
empatar. O atacante, sozinho e dentro da pequena área, cabeceou à
esquerda do gol de Edson, que nada tinha a fazer no lance a não ser
torcer. Com a certeza da eliminação, a torcida rubro-verde passou a
deixar o Canindé aos poucos.
Também fazendo sua festa e ocupando todo
o setor a ela destinado, a torcida do Vila Nova não se intimidou com o
ambiente hostil, impôs sua voz e comemorou a merecida vaga para a Série B
do Brasileirão de 2016. Agora, a equipe de Marcio Fernandes busca
coroar a campanha com o título, enquanto a Lusa amarga mais um ano na
Terceira Divisão.
FICHA TÉCNICA:
PORTUGUESA 1 X 2 VILA NOVA
Local: Canindé, em São Paulo (SP) -
Data: 17/10/2015, às 19h
Árbitro: Péricles Bassols (RJ)
Assistentes: Michael Correia (RJ) e Silbert Faria Sisquim (RJ)
Renda/Público: 17.282 pagantes / R$ 140.920,00.
Cartões amarelos: Anderson (POR); Vitor (VNO)
Cartões vermelhos: Hugo (POR); Frontini (VNO)
Gols: Frontini, 11'/1ºT (0-1); Frontini, 14'/1ºT (0-2); Paulinho, 43'/1ºT (1-2)
PORTUGUESA:
Anderson; Jonathan (Diogo Gonçalves, intervalo), Anderson, Luan (Bruno
Xavier, 16'/2ºT) e Julinho; Renan, Milton Junior, Boquita (Dieguinho,
29'/2ºT) e Paulinho; Queiroz e Hugo Técnico: Estevam Soares
VILA NOVA:
Edson, Vitor, Gustavo Bastos e Vinicius Simon (Igor, 34'/2ºT); Marcelo
(Paulo Victor, 16'/1ºT), Francesco, Ramires, Robston e Marinho Donizete;
Moisés (Ermínio, 38'/2ºT) e Frontini Técnico: Marcio Fernandes
Fonte: Portal Terra